
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
segunda-feira, 20 de julho de 2009
DEMANDA PARA NOVA TURMA DE LICENCIATURA EM MÚSICA EM ARIQUEMES
Olá amigos,
Todos sabem da intenção de ter no próximo ano mais um vestibular para o curso de Licenciatura em Música.
Para o momento o MEC (Ministério da Educação) solicitou que cada Pólo fizesse uma lista da Demanda, ou seja, mandar o nome das pessoas que tenham interesse em fazer o vestibular.
Então, vejam os seus amigos e conhecidos que queiram e mandem no meu e-mail (elirudey@hotmail.com) até sexta - dia 24/07
NOME
CPF
TELEFONE
E-MAIL
É importante lembrar que preencher está lista não garante inscrição em vestibular OK. É só uma declaração de inteção em, se tiver vestibular, daí a pessoa deve se inscrever Ok.
Quanto mais assinaturas melhor para conseguirmos novas turmas aqui em Ariquemes.
ELIANE RUDEY
Todos sabem da intenção de ter no próximo ano mais um vestibular para o curso de Licenciatura em Música.
Para o momento o MEC (Ministério da Educação) solicitou que cada Pólo fizesse uma lista da Demanda, ou seja, mandar o nome das pessoas que tenham interesse em fazer o vestibular.
Então, vejam os seus amigos e conhecidos que queiram e mandem no meu e-mail (elirudey@hotmail.com) até sexta - dia 24/07
NOME
CPF
TELEFONE
É importante lembrar que preencher está lista não garante inscrição em vestibular OK. É só uma declaração de inteção em, se tiver vestibular, daí a pessoa deve se inscrever Ok.
Quanto mais assinaturas melhor para conseguirmos novas turmas aqui em Ariquemes.
ELIANE RUDEY
quinta-feira, 9 de julho de 2009
quinta-feira, 21 de maio de 2009
inauguração das salas novas do pólo de música dia 15 de maio de 2009.
mesa da solenidade de inauguração, composta por Vilson, Eliane, Marinez, Nivaldo, Enoque, Moreira Mendes, Confúcio, Clarissa e Edson
A realização de um sonho! Com este sentimento o Polo de Música de Ariquemes foi oficialmente inaugurado na última sexta-feira (15/05) pela Prefeitura de Ariquemes.
A estudante, Gislene Leite, é um exemplo da importância desta conquista. Gislene vem todos os meses de São Miguel do Guaporé, 400 quilômetros, um dia de viajem até aqui, e não perde nenhuma aula. "Estudar música é a conquista de um sonho. Somos privilegiados por fazermos parte desta turma. Todo o sacrifício está valendo a pena, pois meu diploma virá através da Universidade Federal do Rio Grande do Sul", enfatizou.
Além do prefeito Confúcio, a solenidade contou com a presença do deputado federal Moreira Mendes, secretários municipais, vereadores, representantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e comunidade acadêmica.
A pedido do prefeito, a placa foi descerrada pela coordenadora do Polo, Eliane Rudey, professor Dr. Vilson Gavaldão e professora Clarissa Menezes.
O curso de Música já está no terceiro semestre e conta com 60 alunos, destes, 40 são do município e 20 da região. É realizado pela UFRGS, tem duração de quatro anos e meio.
Duas vezes por ano, ou seja, duas semanas ao ano, as aulas são ministradas pelos professores da instituição. Nos Seminários Integradores são apresentadas diversas atividades coletivas e em tempo integral.
Nos outros dias, o curso utiliza o método de ensino à distância, de acordo com a plataforma desenvolvida pela UFRGS.
Os instrumentos e equipamentos, teclados, violões e computadores foram doados pelo Ministério da Educação e repassados ao município através da UNIR e UFRGS.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
RECUPERAÇÃO de 04 a 08 de maio de 2009
Esta semana (de 04 a 08) está dedicada à recuperação das sete primeiras Unidades de Estudos deste semestre. Todas as datas de postagens serão reabertas e os alunos deverão se dedicar seriamente a revisar suas tarefas.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
CRITICA DE ARIANO SUASSUNA SOBRE O FORRÓ ATUAL
A cultura do lixo
Não sei se o texto é realmente de Ariano Suassuna, mas vale a pena ler...
CRITICA DE ARIANO SUASSUNA SOBRE O FORRÓ ATUAL
'Tem rapariga aí? Se tem levante a mão!'.
A maioria, as moças, levantam amão.
Diante de uma platéia de milhares de pessoas, quase todas muito jovens,pelo menos um terço de adolescentes, o vocalista da banda que se diz deforró utiliza uma de suas palavras prediletas (dele só não, e todas bandasdo gênero).. As outras são 'gaia', 'cabaré', e bebida em geral, com ênfasena cachaça. Esta cena aconteceu no ano passado, numa das cidades dedestaque do agreste (mas se repete em qualquer uma onde estas bandas seapresentam). Nos anos 70, e provavelmente ainda nos anos 80, o vocalistateria dificuldades em deixar a cidade.
O secretário de cultura Ariano Suassuna foi bastante criticado, numaaula-espetáculo, no ano passado, por ter malhado uma música da BandaCalipso, que ele achava (deve continuar achando, claro) de mau gosto. Vaidaí que mostraram a ele algumas letras das bandas de 'forró', e Arianoexclamou: 'Eita que é pior do que eu pensava'. Do que ele, e muito maisgente jamais imaginou.
Pra uma matéria que escrevi no São João passado baixei algumas músicas bemrepresentativas destas bandas. Não vou nem citar letras, porque este jornalé visto por leitores virtuais de família. Mas me arrisco a dizer algunstítulos, vamos lá: Calcinha no chão (Caviar com Rapadura), Zé Priquito(Duquinha), Fiel à putaria (Felipão Forró Moral), Chefe do puteiro (Aviõesdo forró), Mulher roleira (Saia Rodada), Mulher roleira a resposta (ForróReal), Chico Rola (Bonde do Forró), Banho de língua(Solteirões do Forró), Vou dá-lhe de cano de ferro (Forró Chacal), Dinheirona mão, calcinha no chão (Saia Rodada), Sou viciado em putaria (Ferro naBoneca), Abre as pernas e dê uma sentadinha (Gaviões do forró), Tapa nacara, puxão no cabelo (Swing do forró). Esta é uma pequeníssimalista do repertório das bandas.
Porém o culpado desta 'desculhambação' não é culpa exatamente das bandas,ou dos empresários que as financiam, já que na grande parte delas,cantores, músicos e bailarinos são meros empregados do cara que investe nogrupo. O buraco é mais embaixo. E aí faço um paralelo com o turbo folk, umsubgênero musical que surgiu na antiga Iugoslávia, quando o país estavaesfacelando-se. Dilacerado por guerras étnicas, em pleno governo dotresloucado Slobodan Milosevic surgiu o turbo folk, mistura de pop, commúsica regional sérvia e oriental. As estrelas da turbo folk vestiam-secomo se vestem as vocalistas das bandas de 'forró', parafraseando LuizGonzaga, as blusas terminavam muito cedo, as saias e shortes começavammuito tarde.
Numa entrevista ao jornal inglês The Guardian, o diretor doCentro de Estudos alternativos de Belgrado. Milan Nikolic, afirmou, em2003, que o regime Milosevic incentivou uma música que destruiu o bom-gostoe relevou o primitivismo estético. Pior, o glamour, a facilidade estética,pegou em cheio uma juventude que perdeu a crença nos políticos, nos valoresmorais de uma sociedade dominada pela máfia, que, por sua vez, dominava ogoverno.
Aqui o que se autodenomina 'forró estilizado' continua de vento em popa.Tomou o lugar do forró autêntico nos principais arraiais juninos doNordeste. Sem falso moralismo, nem elitismo, um fenômeno lamentável, emerecedor de maior atenção. Quando um vocalista de uma banda de músicapopular, em plena praça pública, de uma grande cidade, com presença deautoridades competentes (e suas respectivas patroas) pergunta se tem'rapariga na platéia', alguma coisa está fora de ordem. Quando canta umacanção (canção?!!!) que tem como tema uma transa de uma moça com doisrapazes (ao mesmo tempo), e o refrão é 'É vou dá-lhe de cano de ferro/etoma cano de ferro!', alguma coisa está muito doente. Sem esquecer que umajuventude cuja cabeça é feita por tal tipo de música é a que vai tomar asrédeas do poder daqui a alguns poucos anos.
Ariano Suassuna
Não sei se o texto é realmente de Ariano Suassuna, mas vale a pena ler...
CRITICA DE ARIANO SUASSUNA SOBRE O FORRÓ ATUAL
'Tem rapariga aí? Se tem levante a mão!'.
A maioria, as moças, levantam amão.
Diante de uma platéia de milhares de pessoas, quase todas muito jovens,pelo menos um terço de adolescentes, o vocalista da banda que se diz deforró utiliza uma de suas palavras prediletas (dele só não, e todas bandasdo gênero).. As outras são 'gaia', 'cabaré', e bebida em geral, com ênfasena cachaça. Esta cena aconteceu no ano passado, numa das cidades dedestaque do agreste (mas se repete em qualquer uma onde estas bandas seapresentam). Nos anos 70, e provavelmente ainda nos anos 80, o vocalistateria dificuldades em deixar a cidade.
O secretário de cultura Ariano Suassuna foi bastante criticado, numaaula-espetáculo, no ano passado, por ter malhado uma música da BandaCalipso, que ele achava (deve continuar achando, claro) de mau gosto. Vaidaí que mostraram a ele algumas letras das bandas de 'forró', e Arianoexclamou: 'Eita que é pior do que eu pensava'. Do que ele, e muito maisgente jamais imaginou.
Pra uma matéria que escrevi no São João passado baixei algumas músicas bemrepresentativas destas bandas. Não vou nem citar letras, porque este jornalé visto por leitores virtuais de família. Mas me arrisco a dizer algunstítulos, vamos lá: Calcinha no chão (Caviar com Rapadura), Zé Priquito(Duquinha), Fiel à putaria (Felipão Forró Moral), Chefe do puteiro (Aviõesdo forró), Mulher roleira (Saia Rodada), Mulher roleira a resposta (ForróReal), Chico Rola (Bonde do Forró), Banho de língua(Solteirões do Forró), Vou dá-lhe de cano de ferro (Forró Chacal), Dinheirona mão, calcinha no chão (Saia Rodada), Sou viciado em putaria (Ferro naBoneca), Abre as pernas e dê uma sentadinha (Gaviões do forró), Tapa nacara, puxão no cabelo (Swing do forró). Esta é uma pequeníssimalista do repertório das bandas.
Porém o culpado desta 'desculhambação' não é culpa exatamente das bandas,ou dos empresários que as financiam, já que na grande parte delas,cantores, músicos e bailarinos são meros empregados do cara que investe nogrupo. O buraco é mais embaixo. E aí faço um paralelo com o turbo folk, umsubgênero musical que surgiu na antiga Iugoslávia, quando o país estavaesfacelando-se. Dilacerado por guerras étnicas, em pleno governo dotresloucado Slobodan Milosevic surgiu o turbo folk, mistura de pop, commúsica regional sérvia e oriental. As estrelas da turbo folk vestiam-secomo se vestem as vocalistas das bandas de 'forró', parafraseando LuizGonzaga, as blusas terminavam muito cedo, as saias e shortes começavammuito tarde.
Numa entrevista ao jornal inglês The Guardian, o diretor doCentro de Estudos alternativos de Belgrado. Milan Nikolic, afirmou, em2003, que o regime Milosevic incentivou uma música que destruiu o bom-gostoe relevou o primitivismo estético. Pior, o glamour, a facilidade estética,pegou em cheio uma juventude que perdeu a crença nos políticos, nos valoresmorais de uma sociedade dominada pela máfia, que, por sua vez, dominava ogoverno.
Aqui o que se autodenomina 'forró estilizado' continua de vento em popa.Tomou o lugar do forró autêntico nos principais arraiais juninos doNordeste. Sem falso moralismo, nem elitismo, um fenômeno lamentável, emerecedor de maior atenção. Quando um vocalista de uma banda de músicapopular, em plena praça pública, de uma grande cidade, com presença deautoridades competentes (e suas respectivas patroas) pergunta se tem'rapariga na platéia', alguma coisa está fora de ordem. Quando canta umacanção (canção?!!!) que tem como tema uma transa de uma moça com doisrapazes (ao mesmo tempo), e o refrão é 'É vou dá-lhe de cano de ferro/etoma cano de ferro!', alguma coisa está muito doente. Sem esquecer que umajuventude cuja cabeça é feita por tal tipo de música é a que vai tomar asrédeas do poder daqui a alguns poucos anos.
Ariano Suassuna
segunda-feira, 13 de abril de 2009
projeto ENCENA RO no pólo de música dia 13 e 14 de abril (segunda e terça) VENHAM VER:
ENCENA-RO EM ARIQUEMES
PROGRAMAÇÃO
Dia 13 de Abril (Segunda)
PÓLO DE MÚSICA
Exposição “Máscaras Africanas”
14:00h
PÓLO DE MÚSICA
Exposição “Máscaras Africanas”
19:00h
PÓLO DE MÚSICA
Dia 14 de Abril (Terça)
Exposição “Máscaras Africanas”
08:00h
PÓLO DE MÚSICA
Exposição “Máscaras Africanas”
14:00h
PÓLO DE MÚSICA
Exposição Machado de Assis
14:00h
PÓLO DE MÚSICA
Cine SESC "O Enfermeiro”
16:00h
Dia 15 de Abril (Quarta)
Cine Sesc “Minhoca” e “A onda”
08:30h
CENTRO CULTURAL
Cine Sesc “Minhoca” e “A onda”
10:00h
CENTRO CULTURAL
Exposição Machado de Assis
14:00h
CENTRO CULTURAL
Cine Sesc “O Enfermeiro”
16:00h
CENTRO CULTURAL
Exposição “Machado de Assis”
19:00h
CENTRO CULTURAL
Cine Sesc “O Enfermeiro”
20:00h
CENTRO CULTURAL
Dia 16 de Abril (Quinta)
Cine Sesc “Minhoca” e “A onda”
08:30h
ESCOLA ROBERTO TURBAY
Apresentação Teatral: O Médico camponês ou a princesa engasgada
10:00h
SESC LER
Apresentação Teatral: O Médico camponês ou a princesa engasgada
16:00h
SESC LER
Dia 17 de Abril (Sexta)
Cine Sesc “Minhoca” e “A onda”
08:00h
SESC LER
Cine Sesc “Minhoca” e “A onda”
14:00h
SESC LER
Exposição “Machado de Assis”
19:00h
SESC LER
Cine Sesc “O Enfermeiro”
20:00h
SESC LER
CLASSIFICAÇÃO:APRESENTAÇÃO TEATRAL: O MÉDICO CAMPONÊS OU A PRINCESA ENGASGADA - LIVRE
EXPOSIÇÃO: 100 ANOS DE MACHADO DE ASSIS – 6º A ENSINO SUPERIOR
MASCARA AFRICANAS “OSMAR CARNEVALLI” 6º A ENSINO SUPERIOR
CINEMA: O ENFERMEIRO “MACHADO DE ASSIS” - ADULTO
A ONDA – INFANTIL
A MINHOCA - INFANTIL
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA DE ARTE
Oscar Borche - 9989 20670
Juliana Moraes – 8123-7358
PROGRAMAÇÃO
Dia 13 de Abril (Segunda)
PÓLO DE MÚSICA
Exposição “Máscaras Africanas”
14:00h
PÓLO DE MÚSICA
Exposição “Máscaras Africanas”
19:00h
PÓLO DE MÚSICA
Dia 14 de Abril (Terça)
Exposição “Máscaras Africanas”
08:00h
PÓLO DE MÚSICA
Exposição “Máscaras Africanas”
14:00h
PÓLO DE MÚSICA
Exposição Machado de Assis
14:00h
PÓLO DE MÚSICA
Cine SESC "O Enfermeiro”
16:00h
Dia 15 de Abril (Quarta)
Cine Sesc “Minhoca” e “A onda”
08:30h
CENTRO CULTURAL
Cine Sesc “Minhoca” e “A onda”
10:00h
CENTRO CULTURAL
Exposição Machado de Assis
14:00h
CENTRO CULTURAL
Cine Sesc “O Enfermeiro”
16:00h
CENTRO CULTURAL
Exposição “Machado de Assis”
19:00h
CENTRO CULTURAL
Cine Sesc “O Enfermeiro”
20:00h
CENTRO CULTURAL
Dia 16 de Abril (Quinta)
Cine Sesc “Minhoca” e “A onda”
08:30h
ESCOLA ROBERTO TURBAY
Apresentação Teatral: O Médico camponês ou a princesa engasgada
10:00h
SESC LER
Apresentação Teatral: O Médico camponês ou a princesa engasgada
16:00h
SESC LER
Dia 17 de Abril (Sexta)
Cine Sesc “Minhoca” e “A onda”
08:00h
SESC LER
Cine Sesc “Minhoca” e “A onda”
14:00h
SESC LER
Exposição “Machado de Assis”
19:00h
SESC LER
Cine Sesc “O Enfermeiro”
20:00h
SESC LER
CLASSIFICAÇÃO:APRESENTAÇÃO TEATRAL: O MÉDICO CAMPONÊS OU A PRINCESA ENGASGADA - LIVRE
EXPOSIÇÃO: 100 ANOS DE MACHADO DE ASSIS – 6º A ENSINO SUPERIOR
MASCARA AFRICANAS “OSMAR CARNEVALLI” 6º A ENSINO SUPERIOR
CINEMA: O ENFERMEIRO “MACHADO DE ASSIS” - ADULTO
A ONDA – INFANTIL
A MINHOCA - INFANTIL
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA DE ARTE
Oscar Borche - 9989 20670
Juliana Moraes – 8123-7358
projeto ENCENA RO no pólo de música dia 13 e 14 de abril (segunda e terça) VENHAM VER:
PROJETO ITINERANTE MOSTRA BELEZA E MAGIA DA ARTE CÊNICA
O EnCena Rondônia é um projeto itinerante que há dois anos leva a algumas cidades do estado uma verdadeira caravana cultural, tendo como eixo principal as Artes Cênicas.O projeto arrasta ainda outras linguagens artísticas como: Artes Plásticas, Cinema e Literatura, oferecendo ao público de cada município o contato direto com todas as artes.
O "EnCena Rondônia" tem como objetivo principal difundir para a população rondoniense toda magia e beleza da Arte Cênica. No período de 29 de março a 23 de maio, a caravana cultural do Encena Rondônia percorrerá dez municípios de Rondônia proporcionando um intercâmbio cultural por onde vai passando.
O projeto terá início pelo município de Nova Mamoré/Guajará-Mirim (29/03/09 a 04/04/09) seguindo para Candeias/Triunfo (05 a 11/04/09), Ariquemes (12 a 18/04/09) , Ji-Paraná (19 a 25/04/09) , Médici (26 a 02/05/09) , Cacoal (03 a 09/05/09) , Pimenta Bueno (10 a 16/05/09) encerrando em Vilhena (17 a 23/05/09).
Na programação temos apresentação Teatral Médico Camponês, Cinema com O Enfermeiro, Minhocas, A Onda Festa na Pororoca, Exposição dos 100 anos de Machado de Assis e Exposição do Artista Plástico Osmaildo Carnevalli - Máscara Africanas.
O EnCena Rondônia é um projeto itinerante que há dois anos leva a algumas cidades do estado uma verdadeira caravana cultural, tendo como eixo principal as Artes Cênicas.O projeto arrasta ainda outras linguagens artísticas como: Artes Plásticas, Cinema e Literatura, oferecendo ao público de cada município o contato direto com todas as artes.
O "EnCena Rondônia" tem como objetivo principal difundir para a população rondoniense toda magia e beleza da Arte Cênica. No período de 29 de março a 23 de maio, a caravana cultural do Encena Rondônia percorrerá dez municípios de Rondônia proporcionando um intercâmbio cultural por onde vai passando.
O projeto terá início pelo município de Nova Mamoré/Guajará-Mirim (29/03/09 a 04/04/09) seguindo para Candeias/Triunfo (05 a 11/04/09), Ariquemes (12 a 18/04/09) , Ji-Paraná (19 a 25/04/09) , Médici (26 a 02/05/09) , Cacoal (03 a 09/05/09) , Pimenta Bueno (10 a 16/05/09) encerrando em Vilhena (17 a 23/05/09).
Na programação temos apresentação Teatral Médico Camponês, Cinema com O Enfermeiro, Minhocas, A Onda Festa na Pororoca, Exposição dos 100 anos de Machado de Assis e Exposição do Artista Plástico Osmaildo Carnevalli - Máscara Africanas.
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Interdisciplina: Repertório Musicopedagógico (Relatório da UNID 2)
Interdisciplina: Repertório Musicopedagógico
Nome estudante: Marli dos Santos Assis Fogaça
Número do cartão: 00170149
Pólo: Ariquemes
Atividade: cumprimento de tarefas
Data de entrega: 23/03/09
Desenvolver esta atividade possibilitou a troca de vivencias entre o grupo, foi oportunidade impar de resgatar as experiências dos integrantes do tempo de criança.
As atividades foram desenvolvidas da seguinte forma: Para apresentar as brincadeiras, uma integrante do grupo apresentou a dinâmica de condução das apresentações, e depois surgiram inúmeras idéias e sugestões que foram apresentadas nas diversas brincadeiras, uma após a outra. O grupo foi dividido em três partes, sendo, instrumento (violão) encenação e canto. Essas brincadeiras foram desenvolvidas com os seguintes jogos musicais:
1. Escravo de Jó,
2. Meu passarinho
3. Boneco de lata
4. Pop Rok
5. A formiguinha
6. Sopa das Letras
7. Ciranda Cirandinha
8. Pai Francisco entrou na Roda
9. Adoleta
10. Pula corda
As brincadeiras aqui apresentadas foram avaliadas pelo grupo, como sendo fundamental no processo educativo, pois possibilitam a interatividade entre as crianças, o raciocínio lógico, interação, interdisciplinaridade e desenvolvimento do ensino-aprendizagem, uma vez que, a criança brinca e aprende ao mesmo tempo e aprende com prazer, sendo uma maneira inovadora de aplicar os conteúdos como matemática português entre outros.
Quanto à construção dos brinquedos, todos participaram no corte e montagem de cada brinquedo proposto a serem desenvolvidos, entre eles os que mais houve interação foi o Pé de Lata, Telefone sem fio, Bioquê , Vai e vem, entre outros muito conhecido das crianças no dia a dia. Embora fossemos todas as pessoas adultas, foi muito divertido e prazeroso fazer esse feedback à infância. A construção destes brinquedos foi avaliada como sendo um material lúdico e pedagógico para interação e socialização na construção do conhecimento.
Nome estudante: Marli dos Santos Assis Fogaça
Número do cartão: 00170149
Pólo: Ariquemes
Atividade: cumprimento de tarefas
Data de entrega: 23/03/09
Desenvolver esta atividade possibilitou a troca de vivencias entre o grupo, foi oportunidade impar de resgatar as experiências dos integrantes do tempo de criança.
As atividades foram desenvolvidas da seguinte forma: Para apresentar as brincadeiras, uma integrante do grupo apresentou a dinâmica de condução das apresentações, e depois surgiram inúmeras idéias e sugestões que foram apresentadas nas diversas brincadeiras, uma após a outra. O grupo foi dividido em três partes, sendo, instrumento (violão) encenação e canto. Essas brincadeiras foram desenvolvidas com os seguintes jogos musicais:
1. Escravo de Jó,
2. Meu passarinho
3. Boneco de lata
4. Pop Rok
5. A formiguinha
6. Sopa das Letras
7. Ciranda Cirandinha
8. Pai Francisco entrou na Roda
9. Adoleta
10. Pula corda
As brincadeiras aqui apresentadas foram avaliadas pelo grupo, como sendo fundamental no processo educativo, pois possibilitam a interatividade entre as crianças, o raciocínio lógico, interação, interdisciplinaridade e desenvolvimento do ensino-aprendizagem, uma vez que, a criança brinca e aprende ao mesmo tempo e aprende com prazer, sendo uma maneira inovadora de aplicar os conteúdos como matemática português entre outros.
Quanto à construção dos brinquedos, todos participaram no corte e montagem de cada brinquedo proposto a serem desenvolvidos, entre eles os que mais houve interação foi o Pé de Lata, Telefone sem fio, Bioquê , Vai e vem, entre outros muito conhecido das crianças no dia a dia. Embora fossemos todas as pessoas adultas, foi muito divertido e prazeroso fazer esse feedback à infância. A construção destes brinquedos foi avaliada como sendo um material lúdico e pedagógico para interação e socialização na construção do conhecimento.
UNID 2 REPERTÓRIO MUSICOPEDAGÓGICO (OFICINA DE BRINQUEDOS)
terça-feira, 31 de março de 2009
segunda-feira, 30 de março de 2009
PÓLO de MÚSICA terá PONTO DE CULTURA
Preciso compartilhar com vocês a maior alegria que vivi hoje:
Ganhamos um ponto de cultura que vai funcionar no PÓLO DE MÚSICA.
Isso quer dizer que o Ministério da Cultura vai repassar recursos durante 3 anos para incrementar as ações no Pólo.
Teremos estágio remunerado para professores cursistas do PROLICENMUS
mais instrumentos
mais computadores
um programa de rádio
um site
um alojamento para artistas em trânsito
um encontro de artistas em defesa da floresta (no mês de outubro de cada ano)
É uma vitória para a cultura de Ariquemes Visite o site
http://www.secel.ro.gov.br/
nosso projeto chama-se MÚSICA NA FLORESTA
Eliane Rudey
Celular (69) 8427 4470
...
Ganhamos um ponto de cultura que vai funcionar no PÓLO DE MÚSICA.
Isso quer dizer que o Ministério da Cultura vai repassar recursos durante 3 anos para incrementar as ações no Pólo.
Teremos estágio remunerado para professores cursistas do PROLICENMUS
mais instrumentos
mais computadores
um programa de rádio
um site
um alojamento para artistas em trânsito
um encontro de artistas em defesa da floresta (no mês de outubro de cada ano)
É uma vitória para a cultura de Ariquemes Visite o site
http://www.secel.ro.gov.br/
nosso projeto chama-se MÚSICA NA FLORESTA
Eliane Rudey
Celular (69) 8427 4470
...
sábado, 28 de março de 2009
Prefeito de Ariquemes manda artigo sobre música
leiam este artigo com atenção
confucio
Aplausos... a música vai começar
Numa cidade onde falta quase tudo, o Coral e Orquestra dos Meninos de Itapoã deu um novo sentido à vida de 250 crianças, graças à iniciativa do maestro Júlio, que sai do Gama para levar sonho àquela gente
Marcelo Abreu
Da equipe do Correio
Era uma vez um menino pobre do Gama que um dia, aos 8 anos, se encontrou com a música. O pai, um operador de trator, e a mãe dona de casa colocaram-no numa escola pública. Lá, por meio de um projeto social, ele conheceu um violão. Depois, deram-lhe uma flauta doce e um trambone para tocar. E fez dos sons que saíam daqueles instrumentos sua nave espacial para voar dali. Um dia, o menino cresceu. Virou homem. Casou-se. Planeja ter filhos. Formou-se na Escola de Música. Fez curso de extensão na Universidade de Brasília. E ninguém nunca mais o segurou. Há um ano e seis meses, ainda inebriado com a ideia de mudar o mundo, aterrissou num lugar onde falta quase tudo. Só não a vontade de sonhar. E lá, no meio de meninos e meninas tão carentes como um dia foi, o homem levou o desejo de transformar. Num lugar onde asfalto ainda é luxo, o violino e a flauta chegaram para mudar a rotina e a perspectiva daquela gente. Numa ruela feia, cheia de barro e lama depois da chuva, de repente se ouve o som de um violino. É inacreditável. a música paralisa. É um menino, que acabou de completar 10 anos. Ele aprendeu a tocar violino pelas mãos daquele homem que um dia, como ele, quis voar. Quinta-feira, 15h30, tarde chuvosa em Itapoã, a 30km de Brasília. A ex-invasão, que começou a existir há 8 anos e hoje tem perto de 100 mil habitantes, virou cidade em 2005. É lá que o maestro Júlio César Pereira Angelo, de 33 anos, o menino pobre do Gama, foi fazer sonho virar realidade. E fundou, em 2007, o Coral e Orquestra dos Meninos de Itapoã. São 250 crianças, com idades que variam de 7 a 16 anos. O projeto, uma parceria da única escola pública do lugar com a administração regional e parceiros (todos os instrumentos são doados), mudou a história da ex-invasão. “Uma vez um aluno me disse: ‘Professor, você tirou o cigarro da minha boca e colocou uma flauta’. Isso é muito gratificante. Foi por isso que insisti nesse projeto”, conta Júlio. E assim, todos os dias logo cedo, o maestro deixa o Gama, viaja 65km até Itapoã (ele é contratado pela assessoria de cultura da regional) e leva fantasia àquelas crianças que o esperam na Escola Classe 1, a única da cidade. Ali, naquele lugar com instalações muito modestas, a música invade o espaço. A diretora da escola, Sihami Mudarra, 37, moradora do Condomínio Entrelagos, ao lado de Itapoã, abraçou a causa como catarse. “Alunos que eram problemáticos hoje viraram destaque. Melhorou a autoestima, o foco, o comportamento”, constata Sihami. O projeto teve uma repercussão tão maravilhosamente desvastadora na cidade que foi preciso estendê-lo a crianças que não estudam na escola, mas moram na comunidade. “Todo dia tem um pai aqui procurando vaga”, comemora a diretora. E hoje, filhos de garis, pedreiros, faxineiros, rodoviários, mecânicos, domésticas falam de música. Tocam, cantam. Escancaram a voz. E faz o pai de um deles, o servente de pedreiro Waldemar Barbosa, 34, chorar toda vez que Rafael, 9, toca violino numa apresentação. “É lindo demais. Quando é que eu um dia ia pensar que meu filho fosse dar pra isso? indaga o homem, comovido como menino. E olha que não faltaram apresentações. Desde que foi criado, o grupo já cantou e tocou em mais de 40 eventos. No aniversário da cidade, em outubro do ano passado, estiveram ao lado do genial Artur Moreira Lima, numa tenda armada na entrada de Itapoã. O pianista se encantou com aquelas crianças e a história do projeto. Na flauta e violino, todos vestidos com o uniforme de festa do coral, tocaram Asa Branca para o mestre. E arrancaram aplausos e lágrimas daquela gente tão carente que assistia, pela primeira vez, a um concerto. O servente Waldemar, mais uma vez, não segurou o choro. O mirradinho Rafael, no palco, era seu maior orgulho. Módulos Para dar conta de 250 crianças, o maestro Júlio dividiu os alunos em seis grupos. Três vezes por semana, durante duas horas, no pátio da Escola Classe 1, a música inebria todos os sentidos. Aos sábados, é a vez do grande ensaio, com todos reunidos. Os pais acompanham. Itapoã até esquece suas tragédias. Esquece a miséria, a violência e o céu sempre avermelhado pela poeira das ruas ainda sem asfalto. Os meninos começaram com aulas de canto — musicalização por meio da flauta. Num segundo estágio, chegaram à alfabetização musical (hora de aprender a ler partituras). Estão agora no módulo chamado música de câmara (oficinas musicas). A quarta e última etapa é a formação da orquestra, que tem como objetivo profissionalizar os alunos. “Em torno de 30% deles podem virar músicos de verdade”, calcula o maestro. E logo comemora: “Se alguns a gente conseguir livrar dos caminhos errados e mesmo que apenas um deles faça da música sua carreira profissional já terá valido a pena”. Se Júlio torce, o pequeno Vinícius Oliveira Mendes, 10, que toca violino no meio da rua, tem certeza de que o futuro está mais claro. “Vou ser bombeiro. Soube que lá tem uma orquestra. Vou ser bombeiro e músico.” A mãe de Vinícius, Maurivânia Oliveira Moreira, 30, percebe em casa a transformação do filho: “Ele mudou muito. Ficou até mais carinhoso e atencioso”. E agradece ao maestro pela modificação do garoto: “Ele não só ensina música. Ele diz o que é certo, mostra o caminho do bem para as crianças. Às vezes, acho que meu filho tá vivendo um sonho...” “Sem fazer nada” Vinícius mudou. Aos 10 anos, faz planos de gente grande. Letícia Albuquerque, 12, também quer um futuro melhor. “Antes, eu ia pra escola e no resto do tempo não fazia nada. Agora, eu canto, toco flauta e violino. Acho que quero ser música (sic), me apresentar em teatros, numa orquestra bem grande”, ela sonha. “E o que eu sinto quando toco? Uma harmonia incrível. É como se eu voasse, saísse daqui”, sente a menina, filha de um mestre de obras e uma diarista. O professor Júlio chama seus alunos. Pega o violão. As crianças, seus violinos e suas flautas. A rua sem asfalto lota. O povo para. Aquilo é mágico e fascinante para aquela gente. Na frente da escola, eles tocam Asa Branca, de Luiz Gonzaga. Depois, Amigo, de Roberto e Erasmo Carlos. E arrasam em Cai, cai balão. Sihami, a diretora, se comove: “Eu choro em toda apresentação. Esse coral, hoje, é o maior espelho da nossa escola. Crianças carentes de tudo hoje tocam como gente grande. Estou realizada profissionalmente”. Júlio, o maestro visionário, admite, com a voz embargada. “Eu choro nos ensaios, nas apresentações. Choro sempre. Vejo em cada um deles a minha própria história”. E num desabafo mais que comovente, ele diz por que está, afinal, ali: “Meu sonho não era tocar em orquestra do Teatro Nacional. Eu queria mesmo era dar a essas crianças carentes a chance que um dia, lá no Gama, tive na vida. Sou fruto de um projeto social como esse que hoje tô à frente. É a prova de que tudo pode ser possível”. Tão possível que em agosto, quando o coral completa dois anos, será lançado o primeiro CD do grupo. O repertório terá música clássica, MPB, cantos infantis e sertanejo. Em Itapoã, a vida é dura. Os caminhos lembram labirintos. A cidade parece não ter fim. Mas é feita de concreto, aquela gente. O asfalto, quando chega (e tem chegado aos poucos), é motivo de alegria. Vira festa. A cidade quer tomar rumo. Sair do noticiário quase sempre das páginas policiais. E, numa escola acanhada, a única do lugar, 250 crianças inventaram de cantar e tocar flauta e violino. A música venceu. Os violinos e as flautas daqueles pequenos artistas enfeitiçaram seus moradores. Essa é uma grande história.
POR UM SONHO
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confucio
Aplausos... a música vai começar
Numa cidade onde falta quase tudo, o Coral e Orquestra dos Meninos de Itapoã deu um novo sentido à vida de 250 crianças, graças à iniciativa do maestro Júlio, que sai do Gama para levar sonho àquela gente
Marcelo Abreu
Da equipe do Correio
Era uma vez um menino pobre do Gama que um dia, aos 8 anos, se encontrou com a música. O pai, um operador de trator, e a mãe dona de casa colocaram-no numa escola pública. Lá, por meio de um projeto social, ele conheceu um violão. Depois, deram-lhe uma flauta doce e um trambone para tocar. E fez dos sons que saíam daqueles instrumentos sua nave espacial para voar dali. Um dia, o menino cresceu. Virou homem. Casou-se. Planeja ter filhos. Formou-se na Escola de Música. Fez curso de extensão na Universidade de Brasília. E ninguém nunca mais o segurou. Há um ano e seis meses, ainda inebriado com a ideia de mudar o mundo, aterrissou num lugar onde falta quase tudo. Só não a vontade de sonhar. E lá, no meio de meninos e meninas tão carentes como um dia foi, o homem levou o desejo de transformar. Num lugar onde asfalto ainda é luxo, o violino e a flauta chegaram para mudar a rotina e a perspectiva daquela gente. Numa ruela feia, cheia de barro e lama depois da chuva, de repente se ouve o som de um violino. É inacreditável. a música paralisa. É um menino, que acabou de completar 10 anos. Ele aprendeu a tocar violino pelas mãos daquele homem que um dia, como ele, quis voar. Quinta-feira, 15h30, tarde chuvosa em Itapoã, a 30km de Brasília. A ex-invasão, que começou a existir há 8 anos e hoje tem perto de 100 mil habitantes, virou cidade em 2005. É lá que o maestro Júlio César Pereira Angelo, de 33 anos, o menino pobre do Gama, foi fazer sonho virar realidade. E fundou, em 2007, o Coral e Orquestra dos Meninos de Itapoã. São 250 crianças, com idades que variam de 7 a 16 anos. O projeto, uma parceria da única escola pública do lugar com a administração regional e parceiros (todos os instrumentos são doados), mudou a história da ex-invasão. “Uma vez um aluno me disse: ‘Professor, você tirou o cigarro da minha boca e colocou uma flauta’. Isso é muito gratificante. Foi por isso que insisti nesse projeto”, conta Júlio. E assim, todos os dias logo cedo, o maestro deixa o Gama, viaja 65km até Itapoã (ele é contratado pela assessoria de cultura da regional) e leva fantasia àquelas crianças que o esperam na Escola Classe 1, a única da cidade. Ali, naquele lugar com instalações muito modestas, a música invade o espaço. A diretora da escola, Sihami Mudarra, 37, moradora do Condomínio Entrelagos, ao lado de Itapoã, abraçou a causa como catarse. “Alunos que eram problemáticos hoje viraram destaque. Melhorou a autoestima, o foco, o comportamento”, constata Sihami. O projeto teve uma repercussão tão maravilhosamente desvastadora na cidade que foi preciso estendê-lo a crianças que não estudam na escola, mas moram na comunidade. “Todo dia tem um pai aqui procurando vaga”, comemora a diretora. E hoje, filhos de garis, pedreiros, faxineiros, rodoviários, mecânicos, domésticas falam de música. Tocam, cantam. Escancaram a voz. E faz o pai de um deles, o servente de pedreiro Waldemar Barbosa, 34, chorar toda vez que Rafael, 9, toca violino numa apresentação. “É lindo demais. Quando é que eu um dia ia pensar que meu filho fosse dar pra isso? indaga o homem, comovido como menino. E olha que não faltaram apresentações. Desde que foi criado, o grupo já cantou e tocou em mais de 40 eventos. No aniversário da cidade, em outubro do ano passado, estiveram ao lado do genial Artur Moreira Lima, numa tenda armada na entrada de Itapoã. O pianista se encantou com aquelas crianças e a história do projeto. Na flauta e violino, todos vestidos com o uniforme de festa do coral, tocaram Asa Branca para o mestre. E arrancaram aplausos e lágrimas daquela gente tão carente que assistia, pela primeira vez, a um concerto. O servente Waldemar, mais uma vez, não segurou o choro. O mirradinho Rafael, no palco, era seu maior orgulho. Módulos Para dar conta de 250 crianças, o maestro Júlio dividiu os alunos em seis grupos. Três vezes por semana, durante duas horas, no pátio da Escola Classe 1, a música inebria todos os sentidos. Aos sábados, é a vez do grande ensaio, com todos reunidos. Os pais acompanham. Itapoã até esquece suas tragédias. Esquece a miséria, a violência e o céu sempre avermelhado pela poeira das ruas ainda sem asfalto. Os meninos começaram com aulas de canto — musicalização por meio da flauta. Num segundo estágio, chegaram à alfabetização musical (hora de aprender a ler partituras). Estão agora no módulo chamado música de câmara (oficinas musicas). A quarta e última etapa é a formação da orquestra, que tem como objetivo profissionalizar os alunos. “Em torno de 30% deles podem virar músicos de verdade”, calcula o maestro. E logo comemora: “Se alguns a gente conseguir livrar dos caminhos errados e mesmo que apenas um deles faça da música sua carreira profissional já terá valido a pena”. Se Júlio torce, o pequeno Vinícius Oliveira Mendes, 10, que toca violino no meio da rua, tem certeza de que o futuro está mais claro. “Vou ser bombeiro. Soube que lá tem uma orquestra. Vou ser bombeiro e músico.” A mãe de Vinícius, Maurivânia Oliveira Moreira, 30, percebe em casa a transformação do filho: “Ele mudou muito. Ficou até mais carinhoso e atencioso”. E agradece ao maestro pela modificação do garoto: “Ele não só ensina música. Ele diz o que é certo, mostra o caminho do bem para as crianças. Às vezes, acho que meu filho tá vivendo um sonho...” “Sem fazer nada” Vinícius mudou. Aos 10 anos, faz planos de gente grande. Letícia Albuquerque, 12, também quer um futuro melhor. “Antes, eu ia pra escola e no resto do tempo não fazia nada. Agora, eu canto, toco flauta e violino. Acho que quero ser música (sic), me apresentar em teatros, numa orquestra bem grande”, ela sonha. “E o que eu sinto quando toco? Uma harmonia incrível. É como se eu voasse, saísse daqui”, sente a menina, filha de um mestre de obras e uma diarista. O professor Júlio chama seus alunos. Pega o violão. As crianças, seus violinos e suas flautas. A rua sem asfalto lota. O povo para. Aquilo é mágico e fascinante para aquela gente. Na frente da escola, eles tocam Asa Branca, de Luiz Gonzaga. Depois, Amigo, de Roberto e Erasmo Carlos. E arrasam em Cai, cai balão. Sihami, a diretora, se comove: “Eu choro em toda apresentação. Esse coral, hoje, é o maior espelho da nossa escola. Crianças carentes de tudo hoje tocam como gente grande. Estou realizada profissionalmente”. Júlio, o maestro visionário, admite, com a voz embargada. “Eu choro nos ensaios, nas apresentações. Choro sempre. Vejo em cada um deles a minha própria história”. E num desabafo mais que comovente, ele diz por que está, afinal, ali: “Meu sonho não era tocar em orquestra do Teatro Nacional. Eu queria mesmo era dar a essas crianças carentes a chance que um dia, lá no Gama, tive na vida. Sou fruto de um projeto social como esse que hoje tô à frente. É a prova de que tudo pode ser possível”. Tão possível que em agosto, quando o coral completa dois anos, será lançado o primeiro CD do grupo. O repertório terá música clássica, MPB, cantos infantis e sertanejo. Em Itapoã, a vida é dura. Os caminhos lembram labirintos. A cidade parece não ter fim. Mas é feita de concreto, aquela gente. O asfalto, quando chega (e tem chegado aos poucos), é motivo de alegria. Vira festa. A cidade quer tomar rumo. Sair do noticiário quase sempre das páginas policiais. E, numa escola acanhada, a única do lugar, 250 crianças inventaram de cantar e tocar flauta e violino. A música venceu. Os violinos e as flautas daqueles pequenos artistas enfeitiçaram seus moradores. Essa é uma grande história.
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